Tecnicer “Chumbadas Ecológicas”

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Muitas vezes na correria do dia a dia,nos esquecemos de prestar atenção nos detalhes que podem fazer toda a diferença,seja no presente ou no futuro.Em nossas pescarias procuramos estar atentos ao clima,ao vento, ao comportamento dos peixes.Mas e com nosso ECOSSISTEMA ? Estamos fazendo nossa parte para preservar?
Diante desta pergunta, estamos aqui para dizer que acabamos de firmar uma parceria com a Tecnicer “Chumbadas Ecológicas”.   A seguir  segue  uma  apresentação .

“O chumbo é o metal pesado mais abundante na crosta terrestre. Sua utilização data de épocas pré-históricas tendo sido amplamente mobilizado desde então. A sua exposição tanto ocupacional quanto ambiental tem levado a sérios problemas principalmente nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento, pois nos desenvolvidos tem havido uma diminuição importante do seu uso, devido a novas legislações. A intoxicação aguda por esse metal tem diminuído muito nesses países enquanto a exposição crônica ainda é um problema. Nos países pobres, a parcela da população menos favorecida economicamente tem sido a mais afetada, devido à ausência de leis a respeito. A seguir algumas reflexões sobre a natureza e importância da exposição ambiental ao chumbo, indicando possíveis intervenções futuras”.

O chumbo é um elemento abundante em toda a crosta terrestre e sua utilização já ocorria em épocas bem antigas. Ao longo do tempo, seu manuseio tem aumentado progressivamente. Quando em grandes concentrações, o contato humano com esse metal pode levar a distúrbios de praticamente todas as partes do organismo – sistema nervoso central, sangue e rins – culminando com a morte. Em doses baixas, há alteração na produção de hemoglobina (molécula presente nas células vermelhas do sangue, responsável pela ligação dessas células ao oxigênio) e processos bioquímicos cerebrais. Isso leva a alterações psicológicas e comportamentais, sendo a diminuição da inteligência um dos efeitos. Uma pesquisa sobre o tema foi realizada pelo Dr. Shilu Tong e colaboradores, do Centro de Pesquisa em Saúde Pública da Universidade de Tecnologia de Queensland, Brisbane – Austrália. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado no Boletim da OMS deste ano. Um resumo desse artigo segue abaixo. Há uma longa história sobre a intoxicação pelo chumbo nos alimentos e bebidas. No Império Romano era comum devido ao fato de serem os canos feitos de chumbo, assim como os vasos onde se guardavam os vinhos e alimentos. A intoxicação ocupacional foi primeiramente pronunciada em 370 BC. Foi comum entre os trabalhadores do século XIX e início do século XX (como pintores, encanadores e outros). Em 1883 foi feita, na Inglaterra, a primeira legislação com relação à proteção de trabalhadores expostos, devido à morte de diversos empregados de empresas de chumbo em 1882. Atualmente, a intoxicação aguda pelo chumbo em países desenvolvidos tem sido controlada devido à melhoria das condições de trabalho. Entretanto, tem-se questionado os males causados pela exposição a doses baixas de chumbo durante um longo período, especialmente em crianças. Em 1943, um estudo nos EUA, com crianças expostas, levou a resultados comprovadores de alterações neuropsicológicas na exposição crônica a doses leves e após exposição aguda a doses altas.

Muitas pesquisas foram feitas nos últimos 30 anos avaliando as concentrações de chumbo no sangue e seus efeitos. Assim, têm-se descoberto distúrbios com concentrações cada vez menores. Atualmente, o público mais afetado está localizado nos países mais pobres, representando minorias populacionais desfavorecidas. A exposição ambiental ao chumbo aumentou bastante após o processo de industrialização e o aumento da mineração. É uma exposição maior que de outros elementos da natureza. Globalmente, calcula-se que cerca de 300 milhões de toneladas de chumbo já foram expostas no meio ambiente, durante os últimos cinco milênios, especialmente nos últimos 500 anos. Após o advento do automobilismo, no início do século XX, aumentou-se bastante a exposição de chumbo devido ao seu uso junto com o petróleo. O consumo de chumbo aumentou significativamente nos países em desenvolvimento entre 1979 e 1990. Atualmente, a contaminação de chumbo nas águas, solo e ar continua significativa. Calcula-se que a concentração de chumbo no sangue era até 500 vezes menor nos seres humanos da era pré-industrial.

CONHEÇA ESSA IDEIA!

A pescaria se tornou mania entre os brasileiros. No entanto, esse esporte popular também traz riscos para o ambiente e para a saúde humana: estima-se que anualmente cerca de 40 toneladas de chumbo poluam as águas da região do Pantanal, por exemplo, por causa da perda de chumbadas, que são presas a linhas e redes de pesca e facilitam o seu arremesso.  No ambiente aquático, o chumbo dessas peças contamina as plantas e, em seguida, os peixes que delas se alimentam. Finalmente, acumula-se no organismo das pessoas que consomem a carne dos peixes, podendo, com o tempo, causar problemas neurológicos e cardíacos. O Brasil ainda não proibiu o uso desse metal em materiais de pesca, como ocorre em outros países, mas a situação começa a mudar, graças ao desenvolvimento das chumbadas ecológicas, feita de material cerâmico, cujos componentes como sílica, argila e óxido de ferro não são ecologicamente agressivos. Não há diferenças químicas significativas entre os materiais que integram a chumbada ecológica e os existentes no fundo de rios e lagos, sendo que a novidade criada tem a propriedade de no ambiente aquático, deteriorar-se depois de um ano e meio mergulhado na água. Assim, seus elementos básicos se integram ao leito do rio sem provocar desequilíbrios. O desenvolvimento do produto exigiu três anos de trabalho. Estamos montando uma rede de distribuição por todo Brasil e a expectativa é de grande aceitação, pois além da chumbada ecológica ser inofensiva ao meio ambiente, ela ainda tem preço menor que as similares de chumbo, que envenenam nossas águas e matam os peixes.

www.chumbadaecologica.com.br

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http://vimeo.com/30922156

CHUMBADAS DE CHUMBO

Perigo da perda em pesqueiros!

Todo pesqueiro deveria ser dotado de monges de fácil manejo, para a limpeza periódica de seus lagos. Por melhor que seja o sistema de escoamento, sempre há um acúmulo de lodo no fundo, prejudicial aos peixes, pelo acúmulo de resíduos, muitas vezes responsáveis por doenças ou principalmente pela má qualidade da água. Junto com o lodo e detritos diversos, temos ainda as chumbadas de chumbo perdidas pelos pescadores, diariamente.

Um pesqueiro na região de Jundiaí, SP, que visitamos, prova como o sistema de esvaziamento é importante. O pesqueiro em questão tem um espelho de água, com mais de um hectare. O monge, com uma profundidade de 6 a 7 metros, tem tábuas de eucaliptos, madeira considerada de pouca resistência, a maioria apodrecida pelo tempo, sem condições de serem substituídas.

A única solução é o esvaziamento do lago com mangueiras e a retirada das tábuas gradativamente.Como o pesqueiro é arrendado, o proprietário das terras quer dos locatários um atestado que as tábuas podres não oferecem perigo, pois se arrebentarem ocorrerá uma inundação, podendo causar sérios danos aos moradores à jusante. Os arrendatários não esvaziam o lago, pois o pesqueiro fechara durante a reforma. Assim, as chumbadas vão ficando no fundo do lago.

A Revista Aruanã nº 73 trouxe um interessante artigo chamando a atenção sobre o perigo que representam as chumbadas de chumbo perdidas pelos pescadores nos lagos nunca esvaziados dos pesqueiros. Ano após ano, as chumbadas se acumulam. O chumbo é um metal pesado considerado perigoso aos peixes e ao homem. Aos poucos vai se deteriorando, causando toxidade à água, ao fito e zooplancton, aos alevinos, aos peixes planctôfagos e carnívoros, e no final da cadeia alimentar, aos consumidores de peixes. O ideal é substituir as chumbadas de chumbo por pesos feitos de materiais inofensivos ao meio ambiente, como em outros países.

Na região de Cananéia (SP) os pescadores derretiam chumbo para fabricar as chumbadas de rede de arrasto, respirando vapores tóxicos desse metal, ocorrendo sérios problemas de saúde. O chumbo atua no sistema nervoso central, e poderá causar: retenção urinária, vômitos, problemas gastrointestinais, cãibras, fezes negras etc. Desde 1987 o chumbo compromete o Rio Ribeira de Iguape pelo efluente de uma fábrica situada no Ribeirão das Rochas, PR, afluente do Rio Ribeira.

É aconselhável que os pesqueiros esvaziem anualmente os seus lagos para limpeza do lodo e retirada das temíveis chumbadas de chumbo. Economicamente é importante, pois se sabe que muitos peixes que escaparam de anzóis, não são mais atraídos por iscas, e só podem ser capturados por outros sistemas ou com o esvaziamento do lago. Esses peixes continuam a comer ração, dando prejuízo aos proprietários. O lago vazio permite o uso da cal virgem para desinfetar (com o lago cheio a cal cega os peixes).

Referências Bibliográficas:
ARUANÃ – Cuidado: veneno Ed. Aruanã, Ano XII nº 73 – abr. 2000 pág 64 a 69
Apostila da ABRACOA 2000 – Como construir um monge – pg 01 a 09 S. Paulo SP
CETESB – 1987 – Chumbo compromete águas do Rio Ribeira e do complexo lagunar Ribeira de Iguape.

(1) Pesquisador Científico – Instituto de Pesca – APTA – SAA – São Paulo 

CHUMBADA ECOLÓGICA

Uma ideia iluminada!

A pescaria se tornou mania entre os brasileiros. No entanto, esse esporte popular também traz riscos para o ambiente e para a saúde humana: estima-se que anualmente cerca de 40 toneladas de chumbo poluam as águas da região do Pantanal, por exemplo, por causa da perda de chumbadas, que são presas a linhas e redes de pesca e facilitam o seu arremesso. No ambiente aquático, o chumbo dessas peças contamina as plantas e, em seguida, os peixes que delas se alimentam. Finalmente, acumula-se no organismo das pessoas que consomem a carne dos peixes, podendo, com o tempo, causar problemas neurológicos e cardíacos.O Brasil ainda não proibiu o uso desse metal em materiais de pesca, como ocorre em outros países, mas a situação começa a mudar, graças ao desenvolvimento das chumbadas ecológicas, feita de material cerâmico, cujos componentescomo sílica, argila e óxido de ferro não são ecologicamente agressivos. Não há diferenças químicas significativas entre os materiais que integram a chumbada ecológica e os existentes no fundo de rios e lagos, sendo que a novidade criada tem a propriedade de no ambiente aquático, deteriorar-se depois de um ano e meio mergulhado na água. Assim, seus elementos básicos se integram ao leito do rio sem provocar desequilíbrios.O desenvolvimento do produto, que exigiu três anos de trabalho, atendeu à demanda da empresa Tecnicer – Tecnologia Cerâmica, que o lançou em 2003. “As vendas estão crescendo muito”, comemora Luís Fernando Porto, engenheiro de pesquisa e desenvolvimento da empresa.Já estamos montando uma rede de distribuição por todo Brasil e a expectativa é de grande aceitação, pois além da chumbada ecológica ser inofensiva ao meio ambiente, ela ainda é mais barata que as similares de chumbo, que envenenam nossas águas e matam os peixes.

Inconscientemente nós pescadores envenenamos os rios.

 Na fabricação das “chumbadas ecológicas” são empregados materiais como argila, areia e pó de pedra, os quais são biocompatíveis com o fundo dos rios e lagos, em substituição às tradicionais de chumbo, que contaminam a água e os peixes.Na composição química das chumbadas cerâmicas entram 30% de alumina, 45% de sílica, 15% de ferro e 10% de cálcio. Devido à diferença de densidade, as chumbadas cerâmicas precisam ser maiores que as tradicionais de chumbo, o que não impede que sejam usadas da mesma forma, com a vantagem de, por serem maiores, não enroscar-se nos mesmos lugares que os menores feitos de chumbo. As chumbadas cerâmicas perdidas no fundo de rios e lagos deterioram-se mais rapidamente, não contaminando a água e o solo.

Como todo metal pesado, o chumbo degrada-se muito lentamente no meio ambiente, persistindo durante décadas no solo e no fundo de rios, lagos e represas. Não é metabolizado pelos animais e sofre o processo de bioacumulação, afetando mais os animais do topo da cadeia alimentar, entre os quais está o homem. O chumbo é comprovadamente carcinogênico (causa câncer), teratogênico(causa malformações estruturais no feto, baixo peso e/ou disfunções metabólicas e biológicas) e tóxico para o sistema reprodutivo (causa disfunções sexuais, aborto e infertilidade). A presença de quantidades elevadas de chumbo no sangue está relacionada a problemas neurológicos, como a falta de concentração e dificuldades na fala.

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